
Dessa história não irei esquecer tão facil. A pedra até decidiu trocar o lado, para que o sol pudesse aquecê-la. Assim ela começou a falar.
“Uma menina como uma dama havia sido criada pelo vento e pelas nuvens que percorriam toda sua mente. Para ela, viver entre a magia dos bosques era tudo e mais nada. Ela observava tudo e todos, seus amigos eram tudo que ela tocava. Tudo o que queria tinha, mas quando ela viu algo que realmente queria, teve medo de lutar por isso. Se escondia para que ninguém visse seus olhos amendrontados. Fugia das palavras, para que essas não se tornassem a verdade que tanto temia. Pobre menina que um dia caiu em sua própria armadilha.” Cara Dama.” Ela ouviu ainda caida no chão. Levantou sua cabeça e viu uma raposa a sorrir para ela. ”O que queres?”Perguntava amendrontada, por ser a Raposa quem ela tanto queria. “Nada, cara Dama. Só estava passiando e te vi ai. Queres andar comigo, ou prefere ficar ai?”A menina não respondeu, mas levantou-se rapidamente e seguiu a Raposa.” Para onde me levaras?” Perguntou. “Para onde? Quem saberá... Esse bosque é meu, para toda lugar que formos eu estarei aqui, eu protegerei você.” Como essa resposta a menina deu um sorriso com um vermelho da maçã do rosto. Todos os dias as duas se viam no mesmo lugar a andanvam para todos os lados, ficavam sozinhas e conversavam. Um dia a Dama foi proibida de ir até o bosque, a raposa, por sua lealdade, esperou-a, mas ela não escapou, durante dias ficou presa. O frio se aproximou e a Dama via tudo passar pela janela. “A neve cai, e o frio está tomando conta de tudo, será que a raposa ainda está a minha espera?” A Dama se perguntava. Seus pés, mais que depressa correram pelo tapete branco que rodeava o bosque e suas mãos buscavam freneticamente a raposa pela neve, mas nada encontrara, além de um corpo. “Damas não devem chorar.” Uma voz falou. “Elas são muito puras para derramar uma lagrima por bonecos, não achas?” A Dama virou seu rosto e viu sua querida Raposa. Seu rosto novamente ficou com as maçãs do rosto vermelhas e um sorriso apareceu. E novamente ela pode andar ouvindo as doces palavras de sua Raposa.”
A pedra calou-se. Me deixou olhar para ela, atenta, com um certo sorriso no rosto. Havia uma raposa desenhada para mim. Será que eu poderia chamá-la de minha? Quem sabe. Ela sempre foi.